Braceletes vikings: resistentes, peludos e, hoje em dia, ilegais.

Braceletes vikings: resistentes, peludos e, hoje em dia, ilegais.

Foi-se o tempo em que era possível fazer braceletes de couro com detalhes em pele de coelho sem incorrer em problemas com a lei. Afinal de contas, ninguém está a fim de passar uns meses na cadeia e ficar longe das nossas amadas ferramentas de trabalho, não é mesmo?

Além disso, vocês não imaginam a dificuldade que é forjar com as mãos algemadas.

E que problemas com a lei seriam esses? Bem, os braceletes foram feitos em couro e decorados com apliques de pele de coelho, certo? Até alguns anos atrás era possível comprar pele de coelho em casas que vendiam couros e produtos para sapateiros, e também pela internet. Entretanto, uma lei aprovada em 2015 proibiu a criação ou manutenção de animais para extração de peles no Estado de São Paulo; a Lei 15.566/14 pode ser consultada clicando neste link.

E embora a lei esteja restrita a São Paulo, o custo das peles (que já eram consideradas um produto refinado) aumentou consideravelmente; elas ainda são produzidas em outros estados e podem ser encontradas em sites como o Mercado Livre. Mas, pelo menos no estado de São Paulo, os coelhinhos já podem se considerar uma espécie protegida por lei.

Viu só, Ribamar? A gente não precisa mais viver escondido!

Questões jurídicas à parte, o projeto do bracelete era relativamente simples: uma base feita em couro soleta e apliques de duas tiras de pele de coelho nas extremidades. Como estamos no Brasil, um país tropical, abençoado por Deus e quente por natureza, os braceletes não tinham uma forração completa, como acontecia com as peças usadas pelos vikings de verdade. Esse tipo de forração até que seria desejável nos invernos da Escandinávia medieval, mas causaria bastante desconforto se fosse usado deste lado da linha do equador.

E para quem quiser criar seu próprio bracelete viking (ou qualquer outra peça de armadura) com apliques peludos, há uma boa notícia: é possível substituir as peles de coelho por pelúcia de pelo longo. Essa pelúcia pode ser encontrada em sites como Mercado Livre ou em outros sites de e-commerce por preços bem razoáveis e em metragens bem maiores do que as peles naturais. Além disso, há uma boa variedade de cores e os fabricantes dizem até que são antialérgicas. Quem sabe não voltamos a fazer alguns projetos usando essas mantas?

Os coelhinhos agradecem.

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